sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Transição e Big Chop fases de Autoconhecimento e Amor Próprio

Olá cherrys, 

tudo bem como vocês meninas, hoje vim compartilhar com vocês de um assunto bem interessante e esclarecedor sobre Transição capilar e Big Chop. Esse mês faço 1 ano e 11 meses de cabelo natural, e quando eu decidi deixar o cabelo natural sempre vem muitas dúvidas e questionamentos a respeito desses dois precedimentos. E é sobre eles que venho escrever um pouquinho, se você está pensando em passar por esses processos chega mais. 

Primeiramente meninas quando decidi deixar o cabelo natural eu estava com uma parte da raiz natural, estava bem curtinha, mas mesmo assim decidi fazer um corte para ver se meu cabelo ondulava mas nem sabia que estava na transição. Depois  de muito pesquisar decidi fazer um corte, esse foi meu primeiro corte com intenção de tirar a química. Isto é, meu primeiro Big Chop,  tirei  grande  parte da química do cabelo, mas não tudo. 

Pinterest

 Logo esperei  4 meses até fazer o Big Chop total, pois eu não queria passar a máquina nele e ficar sem nenhum fio na cabeça. Não acho errado quem faz, mas acredito que devemos estar segura para fazer esse corte, eu não estava segura para raspar totalmente por isso resolvi esperar. E isto só você quem dirá.  

Eu acredito que fazer o primeiro corte, (primeiro Big Chop) é muito libertador, pois a partir daí você começará a cuidar do seu cabelo e quanto mais você cuidar dele mais ele vai ter textura de cabelo enrolado e a diferença entre a raiz crespa/cacheada será menor do que você tiver um cabelo sem corte ou estiver muito longo. Lógico que se você conseguir cuidar dessas duas texturas tudo bem. Entretanto um bom corte faz muito diferença . 

Até porque você começa a se ver com o cabelo mais curto, e ver que você é linda de cabelo curto tb. Se fosse hoje com a experiência que tenho e com minha auto estima la´em cima, eu precisasse fazer o Big Chop rasparia a cabeça sem dúvidas.  Como eu disse, hoje, com minha experiência e vivências e segurança adquiridas durante esses 1 ano e 11 meses natural. 

Pinterrest

Passar pela transição sem fazer nenhum tipo de corte é muito mais difícil, até porque a transição é uma fase de preparação para o Big Chop, é a etapa do ressurgimento do cabelo que muitas de nós não sabíamos ou não lembrávamos que tínhamos. A fase que nós começamos a enxergar a nossa beleza negra, a ver que o nosso cabelo crespo combina muito mais conosco que qualquer outro cabelo.


Logo, acredito que a partir do momento que decidimos  a dar uma chance a nós mesmas, a deixar a Maria, a Joana, a Aline a Rafaela, aparecer no espelho, é a nascente de uma linda história de autoconhecimento e amor próprio. O ápice ocorre com o primeiro corte, o primeiro Big Chop, pois é aí que nos desprendemos de uma parte de cabelo que não faz mais sentido para nós. não faz mais sentido estar ali. É o nascedouro de uma beleza que sempre existiu em nós e nunca soubemos cuidar dela, e que essa beleza pode criar raízes e dar muitas flores, pois querendo ou não você será um eterna inspiração para todos a sua volta.   

É isso meninas espero que gostem! ^^ e não se esqueçam nunca é tarde para aprender a se amar. 

" ... um homem que ama a si mesmo respeita a si mesmo e um homem que ama e respeita si próprio respeita os outro também, porque ele sabe, assim como eu sou, os outros são. Assim, como gosto de amor respeito, dignidade os outros também gostam. Ele se torna cônscio de que não somos diferentes, no que diz respeito ao essencial, Nós somos um. Estamos de baixo da mesma Lei." (Dhammo Sanantano)


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Crespas.To e dia da Consciência Negra

Olá Cherrys!

Olá cerejas do meu bolo, boa tarde . Gente enfim  voltei a escrever no blog, hoje vim conversar com você sobre a Ong da qual faço parte. Mais  precisamente  como foi o nosso dia de ontem, dia 20 de novembro dia em que comemoramos o dia da consciência negra e como é a experiencia de fazer parte de um projeto tão lindo como o Encrespa Tocantins com a Ong Crespas.TO.


Bem meninas primeiramente é muito gratificante fazer parte de um projeto que podemos contribuir para auxilar alguém a enxergar a sua beleza a suas raízes e sua negritude. Fui convidada a participar das Crespas-To em fevereiro desse ano, aonde fizemos o primeiro Encrespa-Tocantins. A partir de então contribuo com as oficinas de cuidados com os cabelos crespos junto com minha amiga Saly Fernandes e a oficina de penteados. 

O dia de ontem um dia maravilhoso, logo cedo fomos participar de um programa ao vivo na rádio CBN Tocantins onde explicamos o que é o Encrespa Tocantins e quem são as Crespas.To, quais os nosso ideias e objetivos com nosso trabalho. Fazemos um trabalho de conscientização sobre a importância de se assumir enquanto negro, da valorização da identidade da mulher negra , das nossas raízes. Com Isso levamos as oficinas para aprendermos a cuidar de nosso cabelos , amarrações de turbantes, penteados. Enfim buscamos mostrar as nossa vivências e que é possível ter um cabelo crespo lindo cheio de historia e identidade.    


E nosso dia não parou por aí, fomos entrevistadas nas Tvs locais falando sobre o nosso projeto e a sua importância. Fomos colocar em prática tudo que  pregamos em nosso projeto, ou seja, fizemos uma palestra nas Escola de Tempo Integral Sulei Reche,onde  compartilhamos vivências e fizemos oficinas sobre cabelos para adolescentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. 

   
Algo que me deixou com o coração apertado foi o momento da minha oficina, na qual falo sobre máscaras de tratamento, shampoo, condicionar , como lavar os cabelos, enfim,  e ouvir as meninas dizendo que quando tem shampoo elas lavam os cabelos com shampoo. Então gente, a questão é bem mais grave que isso, essas meninas moram em lugares humildes muitas vezes a família não tem condições de comprar esses produtos. Logo não é só a falta de informação mas também a falta de condições de cuidar desses cabelos. 

Aí você me perguntam, ah mas como tem dinheiro para alisar? Simples, tem alisante que custa 10 reais, não precisa comprar duas vezes ao mês. Compra-se  esse alisante usa uma única vez e aí fica seis meses sem  usar nada no cabelo. Dessa forma nós vimos a real necessidade de termos um projeto desse tipo em nosso estado. E sim, ficamos de voltar e dessa vez  precisaremos de parceiros para podermos  comprar produtos ensina-las a usá-los e distribuir para elas terem em casa.


Tão achando que acabou? Não, não, fomos convidadas pela Faculdade Católica do Tocantins a fazer palestras também, agora com o público acadêmico.  Primeiro começou meio assim , pessoal no celular meio distraídos, mas conseguimos conquista-los e faze-los ver que ainda temos muito o que mudar. Que o racismo  ainda existe em nosso país. Podemos contribuir para um país melhor , embora nosso movimento seja  pequeno tem dado frutos, já temos meninas se amando e aprendo a valorizar sua identidade negra e seus cabelos crespos.   Para nós isso só tende a deixa o Encrespa Tocantins mais sólido e contribuindo para um Brasil melhor. E para finalizar o dia, fizemos oficinas  de turbantes com estudantes e seguidoras de nossa página que foram nos prestigiar. Se estamos felizes? Por hora sim, pois ainda temos muito a fazer, não só dia 20 de novembro mas durante todo o ano, assim com tem sido.


Bem meninas esse ficou bem longo, mas foi necessário para vocês conhecerem nosso movimento aqui no Tocantins. Grande beijo e  até mais! Deixo a vocês uma imagem que me surpreende e me deixa orgulhosa do que estou fazendo, ver nos olhos dessas meninas a satisfação de redescobrir a sua verdadeira beleza.
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